A Era do Éter

Os Primogênitos, a mais antiga das civilizações conhecidas, floresceram milhões de anos atrás, quando Eryndor ainda era um mundo jovem, banhado por oceanos de energia líquida. Eles não eram seres de carne e osso, mas entidades híbridas de plasma e consciência, capazes de moldar a realidade ao manipularem campos eletromagnéticos. Suas cidades, construídas com um material chamado cristal vítreo, flutuavam sem suporte físico, sustentadas por redes de energia que conectavam o núcleo do planeta à atmosfera.

Os Primogênitos veneravam o Coração de Eryndor, uma anomalia energética no núcleo do planeta, que acreditavam ser a fonte de toda criação. Eles desenvolveram uma tecnologia chamada Tecelagem Etérea, que lhes permitia "tecer" a harmonia entre a energia e a matéria, criando desde armas que podiam dissolver montanhas até obras de arte que vibravam em frequências além da percepção.  No entanto, sua ambição os levou a tentar "despertar" o Coração, um experimento que resultou na primeira fratura, uma catástrofe que dividiu o planeta em camadas dimensionais, fragmentou suas cidades e aprisionou a maioria dos Primogênitos em um estado de semiexistência, presos entre a realidade e o vazio.

Legado: As ruínas que Kael-13 explora nas Zonas Áridas são os restos de uma cidade dos Primogênitos, onde máquinas de cristal vítreo ainda emitem fracos pulsos, como se tentassem se comunicar. A entidade de luz e sombra que Lyra-9 viu pode ser um eco de um primogênito ou até mesmo um fragmento do próprio Coração de Eryndor.